história:
A Olimpíada de Matemática da Unicamp (OMU) consolidou-se como uma das competições científicas mais prestigiadas do Brasil desde sua criação em 1985, quando surgiu com o nome de Olimpíada Regional de Matemática da Unicamp (ORMU). Idealizada e inicialmente coordenada pelo Professor Antônio Carlos do Patrocínio, do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC)/Unicamp, a iniciativa nasceu com um caráter regional, voltada primordialmente para estudantes de Campinas e arredores, funcionando como um berço de talentos para a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). A prova era individual e presencial.
Em 1995, com a grande participação de escolas das regiões de Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba e São José dos Campos, a Olimpíada teve seu nome modificado para a versão que conhecemos e amamos hoje em dia: Olimpíada de Matemática da Unicamp. Em 2009, o Professor Patrocínio se despediu da gestão da OMU para se juntar à organização da OBMEP, originada em 2005. Então, o Professor Petrônio Pulino, junto à Professora Claudina Izepe Rodrigues, coordenaram uma inédita Comissão Organizadora da Olimpíada, apoiada inicialmente pelos Professores Marcelo Firer e Laura Rifo. Nesse mesmo ano de 2009, a OMU foi vinculada ao Laboratório de Ensino de Matemática (LEM), tornando-se uma iniciativa institucional do IMECC/Unicamp. Essa Comissão esteve à frente do projeto até 2015, e em 2016 uma nova equipe assumiu, formada pelos Professores Anne Bronzi, Gabriel Ponce, José Régis Varão, Marcelo Firer e Ricardo Miranda. Ao longo dos anos, esses professores se despediram da Gestão da Olimpíada. Em 2022, participou também o Professor Francisco Gomes (Prof. Chico). Nesse mesmo ano, ingressou na equipe o Professor Giuliano Zugliani, que é, hoje, o coordenador da OMU.
Em 2020, com a pandemia de COVID-19, foi introduzido um novo modelo de prova para que a Olimpíada não fosse interrompida: foram criadas as fases online e em equipes. Em 2022, foi retomada a fase presencial, porém foram mantidas as novidades. Ao longo das décadas, o projeto expandiu suas fronteiras e transformou-se em uma competição de alcance nacional, mobilizando milhares de equipes de quase todos os estados brasileiros. O grande diferencial histórico da OMU reside em seu alto nível de exigência dissertativa, demandando dos participantes não apenas o cálculo, mas a capacidade de pesquisa, argumentação e redação lógica. A evolução da Olimpíada também acompanhou as mudanças institucionais da universidade. A partir de 2023, a OMU ganhou um peso estratégico ainda maior, tornando-se uma das competições cujas medalhas permitem o ingresso direto na graduação por meio de edital de Vagas Olímpicas da Unicamp e de outras universidades, dispensando o vestibular tradicional. Hoje, com fases que mesclam o ambiente virtual e a tradicional Fase Final presencial no campus em Campinas, a OMU é reconhecida por aproximar os estudantes do Ensino Fundamental e Médio da investigação científica universitária.